Por que Balneário Camboriú continua sendo o epicentro de valorização do litoral catarinense

À medida que Itapema, Porto Belo e Itajaí ampliam sua relevância no mercado imobiliário, surge uma dúvida natural: isso dilui a força de Balneário Camboriú?

A resposta é não.

O crescimento regional não enfraquece o polo principal. Pelo contrário — reforça. Porque Balneário Camboriú não é apenas mais uma cidade do litoral. É o centro gravitacional que estrutura o cluster de valorização da região.

 

O efeito âncora imobiliária

Balneário Camboriú consolidou-se como referência nacional em valor por metro quadrado. Essa condição cria um fenômeno conhecido no mercado como “efeito âncora”: quando o ativo principal sobe de patamar, ele puxa o entorno.

A valorização das cidades vizinhas não nasce isolada. Ela é consequência de um ecossistema que transborda demanda, infraestrutura, capital e posicionamento internacional.

 

Diversificação que reduz risco

Enquanto muitos destinos dependem exclusivamente da sazonalidade turística, Balneário Camboriú estruturou uma matriz mais resiliente.

O Expocentro Balneário Camboriú Júlio Tedesco representa um marco nessa transição. O fortalecimento do turismo corporativo gera fluxo previsível ao longo do ano, estabilizando ocupação, comércio e mercado imobiliário.

Essa diversificação reduz volatilidade e sustenta ciclos de valorização mais consistentes.

 

A lógica do cluster regional

Quando Itapema cresce, quando Porto Belo se desenvolve, quando Itajaí se moderniza, não estamos diante de concorrência direta — mas de validação regional.

O litoral catarinense passa a operar como uma marca integrada, onde cada cidade ocupa um posicionamento específico. Dentro desse sistema, Balneário Camboriú permanece como referência de padrão, preço e inovação.

Ser referência é diferente de ser única opção.

Referência define o teto.

 

Conclusão

Para investidores de longo prazo, o crescimento regional não é ameaça — é confirmação estrutural.

Balneário Camboriú não precisa impedir o avanço das vizinhas para manter sua liderança. Precisa apenas continuar fazendo o que sempre fez: antecipar ciclos, elevar padrão e definir tendência.

Quem entende dinâmica de mercado sabe: pólos consolidados não perdem protagonismo quando o entorno cresce. Eles se tornam ainda mais centrais.

 

SAIBA MAIS SOBRE O AUTOR DESTE POST:

Ciro Garcia

Corretor de Imóveis, Empresário, Gestor Comercial e Especialista em Vendas Imobiliárias.

Casado, pai de 4 filhos, formado em Ciências Contábeis pela UCPEL e MBA em Gestão, Empreendedorismo e Marketing pela PUC-RS.

Fundador da Rei dos Imóveis (Itajaí-SC e Pelotas-RS) e RDI gestão de lançamentos imobiliários, especializada em vendas e marketing para construtoras.

Atua como coordenador do Núcleo de Mercado Imobiliário do Club M Brasil, é colunista do portal Conteúdo Imob e coautor do livro Gestão Comercial – Líderes do Mercado Imobiliário.

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