O corretor pato

No mercado imobiliário existe um tipo de profissional que aparece com muita frequência. Eu costumo chamar de corretor pato.

Talvez você já tenha ouvido essa comparação.

O pato voa, nada e anda.
Ele faz um pouco de tudo… mas não é realmente excelente em nada.

E, pensando bem, muitos corretores começam a carreira exatamente assim.

Quando a pessoa entra no mercado imobiliário, a primeira ideia costuma ser simples: pegar tudo que aparecer. Se surge um cliente procurando uma casa simples, ele atende. Se aparece alguém querendo um apartamento de alto padrão, ele também atende. Se chamam para ver um terreno, um sítio, um ponto comercial ou um aluguel… lá está ele de novo.

A agenda fica cheia.
O telefone toca.
O corretor corre a cidade inteira.

Mas, mesmo trabalhando muito, algo parece não encaixar.

As vendas demoram a acontecer.
Os clientes não lembram do nome dele com facilidade.
E quando alguém pergunta: “Você conhece um corretor bom para isso?”, quase nunca lembram dele primeiro.

Não é falta de esforço.

Na verdade, muitas vezes é exatamente o contrário: é esforço demais espalhado em direções demais.

Com o tempo, alguns corretores começam a perceber uma coisa curiosa.
Os profissionais que realmente se destacam no mercado raramente fazem tudo.

Normalmente eles são conhecidos por alguma coisa específica.

Tem o corretor que todo mundo lembra quando o assunto é imóvel de alto padrão.
Tem aquele que domina loteamentos.
Tem o que trabalha muito bem com investidores.
E tem também o que virou referência para quem está comprando o primeiro imóvel.

Esses profissionais não começaram assim.

Quase sempre eles também passaram pela fase do “corretor pato”. Testaram várias coisas, atenderam todo tipo de cliente, conheceram diferentes tipos de imóveis.

Mas em algum momento perceberam algo importante:
não dá para ser especialista em tudo ao mesmo tempo.

Então fizeram uma escolha.

Escolheram um caminho.
Um tipo de cliente.
Um tipo de imóvel.
Um tipo de problema para resolver.

E a partir daí começaram a aprofundar mais.

Aprenderam mais sobre aquele público.
Entenderam melhor as dúvidas que surgiam nas negociações.
Passaram a falar mais sobre aquele assunto.

E, aos poucos, o mercado começou a perceber.

Quando alguém precisava daquele tipo de imóvel, o nome deles aparecia naturalmente na conversa.

Não porque fizeram menos.

Mas porque passaram a fazer algo com mais foco.

Nichar no mercado imobiliário não significa fechar portas ou recusar oportunidades. Significa apenas escolher onde colocar sua energia principal.

Porque, no fim das contas, o mercado sempre lembra mais facilmente de quem é especialista em alguma coisa do que de quem tenta ser um pouco de tudo.

E assim, aos poucos, o corretor deixa de ser pato…
e começa a se tornar referência.

 

CONHEÇA MAIS SOBRE O AUTOR DESTE POST:

Odair Pinheiro de Andrade

Mentor e Palestrante no Mercado Imobiliário

CEO da Imobiliária Girando a Chave, referência em Maringá/PR;

Idealizador do OPA Oficial – Organização de Profissionais de Alta Performance;

Mentor no mercado imobiliário e criador do curso “Qualificação para o Mercado Imobiliário”;

Palestrante motivacional com foco em vendas, mentalidade e performance;

Coaching formado pelo Instituto I.B.C.;

Especialista no programa Minha Casa Minha Vida (MCMV);

Atua no setor desde 2016 e já contribuiu com a realização do sonho da casa própria para mais de 200 famílias.

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