Em uma decisão aguardada com expectativa pelo setor, o Conselho Curador do FGTS aprovou nesta segunda-feira (15) a criação da Faixa 4 do programa Minha Casa, Minha Vida — uma mudança que promete movimentar o mercado imobiliário nos próximos meses. A novidade é voltada para famílias com renda mensal de até R$ 12 mil e permite a compra de imóveis de até R$ 500 mil, com juros nominais de 10% ao ano.
Essa nova faixa vem preencher uma lacuna importante: o público de classe média que, até agora, ficava de fora das condições mais vantajosas do programa. Com a Faixa 4, esse grupo passa a ter acesso a financiamentos com taxas mais competitivas, abrindo portas para a realização do sonho da casa própria em condições mais acessíveis.
Para viabilizar essa expansão, o governo federal vai injetar R$ 15 bilhões do Fundo Social no programa, somando-se a outros R$ 15 bilhões que devem vir da iniciativa privada. O objetivo é claro: alcançar cerca de 120 mil famílias e impulsionar a construção civil com mais força.
Além da nova faixa, o Conselho também anunciou a ampliação dos limites de renda das faixas existentes:
Faixa 1: até R$ 2.850 (antes R$ 2.640)
Faixa 2: até R$ 4.700 (antes R$ 4.400)
Faixa 3: até R$ 8.600 (antes R$ 8.000)
Esses ajustes aumentam o número de famílias elegíveis, contribuindo para democratizar ainda mais o acesso ao crédito habitacional.
A introdução da Faixa 4 traz uma nova camada de oportunidades, especialmente para o segmento de imóveis de padrão médio. Construtoras, incorporadoras e corretores devem ficar atentos: o perfil do comprador muda, a faixa de preço se eleva e o ritmo das vendas pode acelerar. Para quem atua no mercado, o momento é de se preparar para uma nova demanda que combina poder aquisitivo mais alto com vontade de financiar.
A expectativa é que a nova faixa comece a operar a partir de maio de 2025. Até lá, instituições financeiras, construtoras e profissionais do setor devem ajustar seus portfólios e estratégias para atender esse novo público com agilidade e assertividade.
A Faixa 4 é mais do que uma simples expansão de programa habitacional — ela representa um reposicionamento do Minha Casa, Minha Vida, agora também como ferramenta de fomento à economia e de inclusão da classe média no crédito habitacional subsidiado. Se bem implementada, pode se tornar um divisor de águas para o mercado nos próximos anos.
Empresario e Corretor de imóveis a 25 anos, correspondente bancário a 19 anos
Especialista em Bancos Privados
Profissional certificado
Especialista em análise de crédito