A alta da SELIC abriu uma janela de ouro nos leilões de imóveis

A recente elevação da taxa Selic para 14,25%, com projeções indicando que pode ultrapassar 15% até o final do ano, tem gerado impactos significativos no mercado financeiro brasileiro. Historicamente, aumentos na Selic levam investidores a migrarem da bolsa de valores para aplicações de renda fixa, consideradas mais seguras e agora com maior rentabilidade. Esse movimento também torna os investimentos em imóveis mais atrativos, devido ao potencial de valorização e retorno financeiro estável.

No entanto, a alta dos juros encarece os financiamentos imobiliários, reduzindo o número de transações no setor. Esse cenário contribui para o aumento da inadimplência e, consequentemente, para a elevação do número de imóveis disponíveis em leilões. De acordo com a Superbid Exchange, o volume de leilões em 2024 cresceu 86% em relação ao ano anterior, e a projeção é de um aumento adicional de 70% em 2025.

Para investidores com capital disponível, essa conjuntura apresenta oportunidades valiosas. Imóveis adquiridos em leilões podem ser arrematados com descontos que variam entre 50% e 70% do valor de mercado. Além disso, a migração de parte dos investidores para a renda fixa reduz a concorrência nos leilões, tornando as aquisições ainda mais vantajosas para aqueles que permanecem ativos nesse mercado.

Empresas especializadas, como a Zipin, têm acompanhado de perto essas movimentações e oferecem insights valiosos sobre como diversificar investimentos no mercado imobiliário. Gustavo Amaral, CEO da Zipin, destaca que a alta da Selic pode ser positiva para o mercado de leilões, pois, com financiamentos mais caros, cresce a inadimplência e aumenta a quantidade de imóveis disponíveis para leilão.

Além disso, o mercado imobiliário tem mostrado sinais de resiliência. Em fevereiro de 2025, os financiamentos com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) somaram R$ 12,74 bilhões, o melhor resultado histórico para um mês de fevereiro. Nos primeiros dois meses do ano, o volume financiado foi de R$ 26,2 bilhões, com crescimento de 30,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Diante desse panorama, a diversificação de portfólio e a atenção às oportunidades emergentes tornam-se estratégias essenciais para investidores que buscam maximizar seus retornos no mercado imobiliário.

 

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Davi Mota

Profissional certificado Especialista em Crédito Imobiliário. Possui MBA em Gestão de Processos e mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro e imobiliário, principalmente como Correspondente Bancário.

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