Locação sem garantias modernas: a sua imobiliária ainda perde dinheiro nessa conta?

Quando o assunto é locação, muita gente ainda finge que não vê: a garantia locatícia é o que separa o contrato saudável do pesadelo jurídico. E mesmo assim, ainda tem imobiliária que faz de conta que fiador é solução para tudo — sem perceber o custo invisível de ter um contrato mal garantido.

Hoje, quem trabalha sério em locação precisa entender a diferença entre fiança onerosa (o famoso fiador remunerado) e o seguro fiança — duas ferramentas que podem garantir a receita da imobiliária antes mesmo do aluguel cair na conta.

 

🔍 Fiança Onerosa:

Um fiador que é pago para prestar garantia. Em geral, o locatário paga uma taxa para alguém se tornar responsável pelo contrato. É mais barato para o inquilino do que um seguro, mas burocrático para a imobiliária: exige análise de documentação do fiador, assinatura, renovação. No fim, quem garante é uma pessoa física — e cobrar pode virar novela. Hoje existem empresas que fazem esse papel e todo o custo de tempo da cobrança fica a cargo dessas empresas.

Prós: custo mais baixo para o locatário,risco mais baixo para a imobiliária, possibilidade de recorrência de ganhos.

Contras: burocracia, dependência de terceiros.

 

🔍 Seguro Fiança:

Aqui, quem garante o pagamento é uma seguradora. O inquilino paga um prêmio anual, a imobiliária recebe a cobertura de inadimplência, IPTU, condomínio, multa, danos. E mais: pode embutir comissão para a imobiliária, criando receita recorrente garantida, sem dor de cabeça.

Prós: segurança jurídica, pagamento rápido em caso de sinistro, menos inadimplência, comissão para a imobiliária.

Contras: custo maior para o inquilino, exige parceira com seguradora.

 

💡 O que ainda falta entender?

A imobiliária que não trabalha com garantias locatícias modernas — fiança onerosa ou seguro fiança — está basicamente perdendo dinheiro em três frentes:

  • Deixa de oferecer mais opções para o cliente fechar contrato rápido — e perde locações para concorrentes mais preparados.
  • Abre mão de receita recorrente garantida, que poderia fortalecer o caixa, cobrir inadimplências e até remunerar a equipe com comissões extras.
  • Perde força na captação de novos proprietários, porque hoje o proprietário quer uma coisa só: segurança para receber o aluguel em dia. Se você mostra que o pagamento está garantido, mesmo que o inquilino atrase, fica muito mais fácil atrair bons imóveis para sua carteira — afinal, o dono sabe que não vai precisar correr atrás do inquilino, nem da imobiliária.

📈 E o cenário é claro: com juros altos (SELIC em alta), a compra de imóveis desacelera e a locação cresce. Mais locatários, mais contratos, mais risco — e mais chance de inadimplência. Quem não se protege, paga a conta. Quem oferece garantias, ganha mercado.

No final, a pergunta é simples: você prefere correr atrás de fiador, ou quer captar mais proprietários e ter o dinheiro garantido na conta todo mês — mesmo que o inquilino atrase?

A resposta está na porta da sua imobiliária. E o mercado não vai esperar.

 

👉 E na sua imobiliária, a locação é protegida ou é um risco disfarçado?

Hora de escolher de que lado você quer estar.

 

CONHEÇA MAIS SOBRE O AUTOR DESTE POST

Edgard Lagrotta

Administrador de Empresas com MBA em Gestão de Negócios e Pessoas. Cientista do Marketing certificado pela V4 Company.

Profissional com 20 anos de experiência nas áreas de marketing e vendas, com atuação nos segmentos de bebidas, automotivo, marketing digital e mercado imobiliário. Ao longo da carreira, desenvolveu e implementou estratégias comerciais, posicionamento de marca e projetos de crescimento voltados para performance e gestão de equipes multidisciplinares.

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