Portabilidade de financiamento: quando vale a pena mudar de banco para pagar menos juros

Você já parou para pensar que pode estar pagando mais caro do que deveria pelo seu financiamento imobiliário? Pois é, muita gente fecha contrato em um banco e segue pagando as parcelas durante anos sem imaginar que poderia economizar milhares de reais apenas mudando de instituição financeira. Esse movimento se chama portabilidade de financiamento — e pode ser uma verdadeira virada de chave no seu bolso.

 

💡 O que é a portabilidade de financiamento?

É a transferência do seu contrato de financiamento imobiliário de um banco para outro, com o objetivo de obter melhores condições, principalmente em relação à taxa de juros. E o melhor: sem a necessidade de comprar outro imóvel ou fazer um novo financiamento do zero.

A dívida segue sendo a mesma, mas com novos termos, que podem incluir:

  • Taxas de juros menores;
  • Redução no valor das parcelas;
  • Menor custo efetivo total (CET).

 

🏦 Por que os bancos aceitam a portabilidade?

Simples: porque para o banco de destino, você é um cliente valioso. Ele assume um financiamento já aprovado, com garantias e pagamentos em dia, e ainda tem a chance de oferecer outros produtos, como conta corrente, seguros e cartões. Já o banco de origem geralmente tenta segurar o cliente oferecendo uma contraoferta — e é aí que começa a sua vantagem na negociação.

 

📉 Quando vale a pena fazer a portabilidade?

A portabilidade não é automática. Você precisa avaliar se realmente vai economizar com a mudança. Aqui vão alguns pontos que indicam que pode valer a pena:

1) Taxa de juros original está acima de 10% ao ano.

Com a queda da Selic em alguns períodos, muitos bancos reduziram os juros, e quem contratou financiamento há 3 ou 5 anos pode conseguir uma taxa bem menor hoje.

2) Já passou da fase de maior amortização da dívida.

Quando o saldo devedor está mais baixo, os custos da portabilidade são menores e a economia com juros é mais perceptível.

3) Outro banco oferece CET (Custo Efetivo Total) menor.

Compare o CET, e não só a taxa nominal, pois ele inclui seguros e outros encargos.

 

📄 Quais os custos envolvidos?

Apesar de vantajosa, a portabilidade pode envolver:

  • Custos com cartório (registro da nova alienação fiduciária);
  • Avaliação do imóvel pelo banco novo;
  • Tarifas bancárias (nem todos cobram, mas vale verificar).

Mesmo com esses custos, em muitos casos o ganho com a redução dos juros compensa — e muito.

 

🛠 Dica de ouro: simule com um especialista

Antes de tomar qualquer decisão, converse com um correspondente bancário de confiança. Ele pode simular diferentes cenários, comparar propostas entre bancos e orientar sobre o melhor momento para solicitar a portabilidade. Lembre-se: informação é poder — e pode representar anos a menos de dívida ou milhares de reais em economia.

 

Conclusão

A portabilidade é uma excelente ferramenta para quem quer reduzir o peso das parcelas do financiamento sem abrir mão do imóvel dos sonhos. Em tempos de juros flutuantes, ficar atento às oportunidades pode ser o diferencial entre pagar o justo ou desperdiçar dinheiro.

E você, já pensou em trocar seu financiamento de banco? Pode ser a melhor decisão financeira do seu ano.

 

CONHEÇA MAIS SOBRE O AUTOR DESTE POST:

Diego Miranda

Empresario e Corretor de imóveis a 25 anos, correspondente bancário a 19 anos

Especialista em Bancos Privados

Profissional certificado

Especialista em análise de crédito

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