Porto Alegre encerrou 2025 com um cenário favorável para o mercado imobiliário: as vendas de imóveis residenciais cresceram 11,2% em relação ao ano anterior. Neste ano, a Cidade Baixa se destacou como o bairro com maior crescimento em volume de vendas entre as regiões com mais transações da capital. Um levantamento da Loft mostrou que a região registrou alta de 55,8% na comparação com 2024. E, segundo uma pesquisa da Tomasetto Engenharia, o bairro vai oferecer novas opções nos próximos meses. Em 2026, deve chegar a 1.340 unidades compactas lançadas por diferentes empresas desde 2020.
É nesse contexto que se insere a tendência de valorização dos imóveis novos e em construção, impulsionada por fatores como eficiência tecnológica, sustentabilidade e menor necessidade de manutenção. Em um cenário de preços ainda represados e expectativa de alta a partir de 2026, o consumidor encontra, em empreendimentos recentes, um conjunto de características alinhadas à demanda por moradias mais completas e funcionais. Entre esses exemplos está o Soul República, da Tomasetto Engenharia, localizado na Rua da República, na Cidade Baixa.
Com valor geral de vendas (VGV) de R$ 75 milhões, o empreendimento, recém-entregue, sintetiza tendências consolidadas do setor: unidades compactas, arquitetura eficiente, infraestrutura completa e soluções voltadas à mobilidade e à convivência. Ao todo, são 132 apartamentos, entre studios de 28 m² a 30 m² e unidades de 36 m² a 51 m² de um dormitório.
Para Romeu Tomasetto, diretor da empresa, o Soul República nasce alinhado à evolução do padrão de moradia observado nos últimos anos. “Os projetos compactos e bem localizados ganharam protagonismo pela praticidade, pela eficiência dos espaços e pela capacidade de atender a novos estilos de vida que vêm se consolidando nas grandes cidades”, afirma o empresário, também vice-presidente do Sinduscon-RS.
Dados do Sinduscon-RS mostram que o mercado imobiliário de Porto Alegre registrou crescimento de 19% nos lançamentos no segundo quadrimestre de 2025, além de 1.404 unidades vendidas, totalizando R$ 1,8 bilhão em VGV. As tipologias compactas e de um dormitório representam 40% das vendas, evidenciando a força desse perfil de produto, predominante na Cidade Baixa.
Segundo Romeu Tomasetto, esse movimento cria condições favoráveis ao consumidor. “O avanço do ciclo econômico tende a pressionar preços nos próximos anos. Por isso, empreendimentos recentes em bairros consolidados acabam oferecendo uma combinação interessante entre qualidade, modernidade e potencial de valorização”, destaca.