Sempre que o ranking do FipeZap é divulgado, a manchete se repete:
“As cidades com o metro quadrado mais caro do Brasil.”
O problema não está no dado.
Está na interpretação.
No mercado imobiliário, caro não é sinônimo de alto valor.
Caro é aquilo que o mercado rejeita.
Caro é o que encalha.
Caro é o que precisa ser corrigido para vender.
E é justamente por isso que Santa Catarina não lidera um ranking de imóveis “caros”.
Lidera um ranking de imóveis valorizados.
Existe uma diferença fundamental que muita gente ignora:
Se um imóvel está caro de verdade, o mercado responde rápido:
Mas o que os dados mostram ao longo de cinco anos consecutivos (2021 a 2025) é o oposto nas cidades catarinenses.
Balneário Camboriú, Itapema, Itajaí e Florianópolis aparecem repetidamente no topo do ranking e, ao mesmo tempo, registram:
Isso não é excesso de preço.
É precificação validada pelo mercado.
Essa é a lógica mais simples — e mais ignorada — do mercado imobiliário.
Preço alto que não vende é caro.
Preço alto que vende, e vende cada vez mais, é valorizado.
Em Santa Catarina, especialmente no litoral, vemos exatamente isso:
O mercado não apenas aceita esses valores — ele absorve.
E absorção é o maior termômetro de valorização.
Olhar apenas para o número do metro quadrado é uma análise rasa.
Valorização envolve:
Um imóvel pode ser barato e ainda assim ruim, ilíquido e difícil de revender.
Outro pode ser mais caro no número — e muito mais inteligente como ativo.
Santa Catarina entendeu isso antes de muitos mercados.
Não é moda.
Não é acaso.
Não é bolha.
O protagonismo imobiliário catarinense é consequência de fundamentos claros:
O capital não chega onde não há fundamento.
E não permanece onde não há liquidez.
Por isso, os números se repetem ano após ano.
Mais do que “onde o metro quadrado é mais caro”, o ranking mostra:
Chamar isso de “caro” é simplificar demais — e entender de menos.
Enquanto muitos olham para Santa Catarina e dizem “está caro”, o mercado responde com contratos assinados, obras vendidas e capital migrando.
Porque, no fim, o mercado é simples:
Caro é o que não vende.
Valorizado é o que o mercado escolhe.
E Santa Catarina, há anos, vem sendo escolhida.

Corretor de Imóveis, Empresário, Gestor Comercial e Especialista em Vendas Imobiliárias.
Casado, pai de 4 filhos, formado em Ciências Contábeis pela UCPEL e MBA em Gestão, Empreendedorismo e Marketing pela PUC-RS.
Fundador da Rei dos Imóveis (Itajaí-SC e Pelotas-RS) e RDI gestão de lançamentos imobiliários, especializada em vendas e marketing para construtoras.
Atua como coordenador do Núcleo de Mercado Imobiliário do Club M Brasil, é colunista do portal Conteúdo Imob e coautor do livro Gestão Comercial – Líderes do Mercado Imobiliário.