O Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB) integra o conjunto de medidas vinculadas à Reforma Tributária, e representa mudança definitiva da gestão imobiliária no ordenamento jurídico brasileiro.
A título de finalidade legal, o CIB surge como uma iniciativa voltada à otimização da organização a transparência do mercado imobiliário nacional. Ele transcende a ideia de um simples banco de dados: trata-se de um sistema integrado de informações que visa a centralizar, padronizar e tornar acessíveis os dados de todos os imóveis no território nacional. O intuito, desta feita, é ir além da mera identificação, buscando promover uma gestão mais eficiente, justa e segura do patrimônio imobiliário.
Historicamente, a fragmentação e a inconsistência dos dados imobiliários no Brasil têm sido um desafio constante. Temos registros em diversas esferas – cartórios de registro de imóveis, prefeituras (para IPTU), órgãos federais (como o INCRA para imóveis rurais) – muitas vezes sem uma comunicação ou padronização efetiva. O CIB vem justamente para endereçar essa lacuna, propondo uma base única e confiável.
Seu funcionamento ideal implica a consolidação de informações georreferenciadas, dados de propriedade, características físicas do imóvel, histórico de transações, zoneamento e até mesmo questões ambientais e urbanísticas. Ao unificar esses dados, o CIB busca criar uma “identidade digital” para cada imóvel, tornando-o plenamente rastreável e verificável.
Noutro giro, ainda não se concebe possíveis entraves que a implementação desse sistema pode gerar ao cidadão proprietário de bens imóveis, sendo necessário, em um sentido, precaver e garantir o efetivo cumprimento da norma e, noutro sentido, acompanhar e fiscalizar o andamento de tal política pública.
Os impactos do CIB no mercado imobiliário são vastos e multifacetados, podendo ser benéfico nos seguintes sentidos:
Em suma, o Cadastro Imobiliário Brasileiro, quando plenamente implementado e integrado, tem o potencial de ser um verdadeiro divisor de águas para o Brasil. Ele não é apenas uma iniciativa tecnológica, mas uma reforma estrutural que promete trazer mais transparência, segurança jurídica, eficiência econômica e justiça social ao nosso mercado imobiliário e ao cenário jurídico, harmonizando-se perfeitamente com as discussões e desafios que você trouxe em seus textos.
A proatividade na sua implementação e na sua utilização será, sem dúvida, um fator chave para desatar nós históricos e pavimentar o caminho para um futuro mais promissor no setor.

Leonardo Arêba é o sócio titular e fundador do Arêba Advocacia Estratégica. Possui graduação em Direito na faculdade UniCEUB, mesma universidade onde adquiriu o seu mestrado em Direito, cuja área de concentração é o Direito Privado e Políticas Públicas, com estudo voltado ao Direito do Desenvolvimento. Advoga desde 2015, tendo ampla experiência nas áreas de Direito Empresarial, Civil, Regulatório, Administrativo e Imobiliário. Além disso, lecionou como professor de graduação da Faculdade Projeção de 2018 a 2025, onde coordenou as disciplinas jurídicas EAD e ministrou aulas presenciais nas áreas de Processo Civil, Direito Empresarial e Imobiliário (Reais).
É Presidente da Comissão de Direito Empresarial da OAB/DF, Subseção Guará, além de ser membro do BNI do Distrito Federal na cadeira de Advocacia Imobiliária.
Atualmente, trabalha como mentor, transmitindo seu conhecimento para advogados e empresários com conteúdos estruturais de empreendedorismo, mentalidade e relacionamentos.
Leonardo Arêba é casado com Amanda e é pai do Heitor, sendo a sua família seu eixo, propósito e sustento. Além disso, é formado em Violão Clássico na Escola de Música de Brasília, lado artístico que amplia sua visão de vida e de criatividade. Por fim, é atleta amador de basquete e ávido leitor, contanto com os livros como constante fonte de conhecimento e aprimoramento.