Abrir uma operação em shopping center é, antes de tudo, uma operação técnica complexa. Entre a assinatura do contrato e a inauguração da loja existe uma etapa estratégica que impacta diretamente o cronograma e o retorno do investimento: a aprovação do projeto.
Diferentemente de um imóvel de rua, o shopping center opera com diretrizes próprias, alinhadas a normas técnicas nacionais, exigências legais e padrões internos de engenharia e segurança.
Ignorar essa etapa ou tratá-la como mera formalidade costuma resultar em atrasos e retrabalho.
Todo shopping center possui um manual técnico interno que estabelece exigências relativas a:
Essas exigências dialogam diretamente com normas como:
Ou seja: o projeto não precisa apenas “agradar ao shopping” — ele precisa estar tecnicamente compatível com um conjunto normativo amplo.
Os atrasos mais comuns nas aprovações em shopping centers decorrem de:
Cada reprovação gera um ciclo de ajustes e nova análise. Esse processo pode consumir semanas — ou meses.
Enquanto isso, o contrato de locação já está vigente.
Segundo dados da Associação Brasileira de Shopping Centers, o setor movimenta bilhões anualmente e opera com cronogramas rigorosos de inauguração e campanhas sazonais.
Perder uma janela estratégica — como datas comemorativas ou inaugurações programadas — impacta diretamente o faturamento inicial da operação.
Um atraso de 30 dias pode significar:
A aprovação eficiente não é burocracia. É gestão de risco.
Em shopping centers, o arquiteto não atua apenas como designer do espaço.
Ele atua como:
A diferença entre um profissional generalista e um especialista em aprovação está na previsibilidade do processo.
Antecipar exigências reduz retrabalho.
Reduzir retrabalho reduz atraso.
Reduzir atraso protege o investimento.
Quando o projeto é aprovado de forma estratégica:
Em um mercado cada vez mais profissionalizado, eficiência técnica deixou de ser diferencial. É requisito mínimo.
A aprovação de projetos em shopping centers é uma etapa estrutural do investimento — não uma formalidade operacional.
Trata-se de um processo que envolve normas técnicas, exigências legais e padronizações internas rigorosas.
Contar com um arquiteto capacitado e experiente nesse tipo de processo é uma decisão estratégica que impacta diretamente o prazo, o custo e a previsibilidade da operação.
No mercado imobiliário, tempo é ativo.
E atrasos são custo oculto.

Arquiteta e Urbanista
Formada e atuante na área há mais de 10 anos.
Especialista em projetos arquitetônicos e regularização de imóveis.
Sócia no escritório de arquitetura Kaus_Copetti, uma empresa especializada em serviços de arquitetura, com foco na aprovação de projetos, regularização de imóveis, house flipping e estudo de viabilidade para empreendimentos.
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Referências