Mercado de locação em 2026: quatro tendências que quem vive de imóvel precisa entender

Por Flávia Pinheiros

 

Quem atua no mercado imobiliário já sabe: informação não falta. O que falta, muitas vezes, é leitura correta de cenário.

Os dados que já temos para 2026 indicam movimentos claros no mercado de locação. Não são apostas nem previsões otimistas demais. São tendências que já estão em curso e impactam diretamente corretores, investidores e gestores de imobiliárias.

 

1) A locação segue forte mesmo com eventual queda da Selic

Muito se fala sobre a queda da Selic em 2026. O ponto central é entender que, mesmo que os juros comecem a cair, a tendência é de um movimento lento e cauteloso.

O Banco Central historicamente atua com prudência. Cortes mais agressivos dependem de inflação controlada, equilíbrio fiscal e cenário internacional favorável. Isso significa que, na prática, o financiamento imobiliário deve continuar caro por um bom período.

E sempre que a compra é adiada, a locação se mantém aquecida.

O mercado não precisa de juros extremamente altos para sustentar a locação. Precisa apenas que eles não caiam rápido e esse é o cenário mais provável.

Na prática: demanda consistente, negociações frequentes e necessidade de precificação técnica.

 

2) Imóveis compactos continuam entregando mais resultado

Os números confirmam o que a prática já mostra: imóveis compactos apresentam melhor giro e maior rentabilidade percentual.

Isso não é tendência passageira. Reflete mudanças estruturais no perfil do locatário: mais pessoas morando sozinhas, maior mobilidade, valorização de localização e funcionalidade.

Imóveis grandes continuam sendo ativos relevantes, mas exigem estratégia, paciência e preço correto. Tratar esse tipo de imóvel como produto de alta liquidez costuma gerar frustração.

 

3) Sustentabilidade virou critério de decisão

Sustentabilidade deixou de ser discurso institucional e passou a influenciar diretamente a escolha do inquilino.

Imóveis com menor custo operacional alugam mais rápido, sofrem menos pressão por desconto e tendem a ter menor rotatividade. E isso, muitas vezes, vem de ajustes simples, não de grandes investimentos.

Para quem administra carteira, esse fator reduz tempo de vacância. Para quem intermedeia, fortalece o argumento de valor. Para quem investe, melhora previsibilidade de retorno.

 

4) O público 60+ já é um dos vetores mais relevantes da locação

O envelhecimento da população brasileira já impacta o mercado imobiliário.

O público 60+ aluga por escolha. Vende imóveis grandes, busca praticidade, localização e conforto. É um público com renda, baixo índice de inadimplência e clareza de decisão.

Imóveis acessíveis, bem localizados e próximos a serviços essenciais tendem a concentrar essa demanda nos próximos anos.

Quem entende esse movimento antes cria vantagem competitiva real.

 

O ponto de atenção para quem atua no mercado

Nenhuma dessas tendências funciona sozinha. O resultado está na capacidade de interpretar dados, posicionar ativos e ajustar estratégia.

Vejo muitos profissionais bem informados, mas mal orientados na tomada de decisão. É nesse espaço que erros de precificação, vacância prolongada e desgaste com clientes aparecem.

 

Formação técnica como diferencial competitivo

É exatamente por isso que tenho atuado também na formação de profissionais do mercado imobiliário, por meio de curso de extensão universitária, voltado à leitura de cenário, gestão patrimonial e decisões estratégicas no mercado de locação.

Não se trata de promessas rápidas ou fórmulas prontas. Trata-se de formação técnica, baseada em prática real, análise de mercado e vivência de mais de duas décadas no setor.

Para quem deseja atuar com mais consistência, segurança jurídica e visão estratégica, aprofundar conhecimento deixou de ser opcional.

 

2026 não será um ano para improvisos

O mercado de locação seguirá ativo, mas os melhores resultados ficarão com quem souber interpretar o cenário e agir com método.

Quem se antecipa, ajusta carteira e qualifica sua atuação agora tende a atravessar 2026 com mais estabilidade e menos desgaste.

 

Fontes e referências
  • Banco Central do Brasil — Boletim Focus (projeções da Taxa Selic
  • ABRAINC — Pesquisa sobre sustentabilidade e comportamento do consumidor imobiliári
  • FipeZAP — Índice de rentabilidade de aluguéis por tipologia de imóve
  • CBIC — Indicadores Imobiliários Nacionais

 

CONHEÇA MAIS SOBRE A AUTORA DESTE POST:

Quem vê resultados, nem sempre conhece a história. ✨

Sou Flávia Pinheiros Costa, formada em Direito há 23 anos. Pós-graduada em Direito Imobiliário, Sistêmico, Contratual, Canônico e de Família. Atualmente, curso Inteligência Artificial para Advogados e sou mestranda em Mediação de Conflitos.

Mas o que realmente me move são pessoas.
Escutar histórias.
Ajudar a construir acordos.
Trazer clareza onde antes havia conflito.
E fazer do Direito uma ponte — não um muro.

Minha trajetória é marcada pela escuta ativa, pela conexão humana e pela busca constante por soluções que respeitem a lei e as relações.

Atuo como:

  • Mediadora certificada pelo ICFML.
  • Perita e avaliadora de imóveis.
  • Mentora no mercado imobiliário, conduzindo famílias e profissionais.
  • Palestrante em eventos nacionais e internacionais.
  • Escritora e produtora de conteúdo jurídico.
  • Sócia de duas administradoras de imóveis.
  • Membro ativo das comissões da OAB nas áreas de Direito Sistêmico, Imobiliário e Justiça Restaurativa.

E, acima de tudo, sou alguém que acredita que ética, escuta e evolução diária são inegociáveis.

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