O mercado imobiliário brasileiro entrou em uma nova fase. A combinação entre injeção bilionária de recursos no crédito habitacional e o aumento do teto de financiamento pelo SFH, que agora permite imóveis de valor mais elevado, começa a redesenhar o perfil de quem pode financiar, onde pode comprar e em quais condições.
Essa mudança tem impacto direto não apenas para compradores, mas também para construtoras, incorporadoras, corretores e correspondentes bancários especialmente no segmento de classe média e médio-alto.
Diante do enfraquecimento da poupança como principal fonte de funding imobiliário, o governo federal e o sistema financeiro estruturaram uma política voltada a:
Na prática, isso representa uma injeção estimada em dezenas de bilhões de reais ao longo dos próximos ciclos, criando maior capacidade de financiamento para os bancos.
O Sistema Financeiro da Habitação (SFH) sempre foi limitado a imóveis de menor valor. Com o novo teto mais elevado, o cenário muda completamente.
Antes:
Agora:
Isso abre espaço para que famílias de renda média e média-alta consigam financiar imóveis melhores, em localizações mais valorizadas, sem sair do sistema habitacional tradicional.
Essa mudança já começa a gerar reflexos claros:
Aquecimento do médio e médio-alto padrão
Imóveis que antes tinham baixa liquidez por dependerem de compradores à vista ou crédito caro passam a ter maior rotatividade.
Estímulo a novos lançamentos
Construtoras passam a desenvolver projetos já pensados dentro do novo teto, ajustando metragens, padrão e preço.
Mais compradores ativos no mercado
Famílias que estavam “travadas” entre o MCMV e o SFI agora encontram um caminho viável de financiamento.
Maior competição entre bancos
Com mais crédito disponível e um público mais amplo, bancos públicos e privados passam a disputar esse cliente com taxas, prazos e condições melhores.
O aumento do teto do SFH cria uma janela estratégica para bancos privados ampliarem sua participação no crédito imobiliário, especialmente:
Para correspondentes e imobiliárias, esse cenário exige mais conhecimento técnico, pois o cliente passa a ter mais opções e precisa de orientação qualificada para escolher o melhor banco, prazo e indexador.
Com mais produtos, regras e faixas de enquadramento, a tecnologia se torna indispensável. Plataformas como a Aprovacredi ganham protagonismo ao:
Em um mercado mais competitivo, quem domina a informação e entrega agilidade sai na frente.
Apesar do cenário positivo, é fundamental avaliar:
Mais crédito disponível não significa crédito barato para todos — planejamento continua sendo essencial.
A nova política habitacional e o aumento do teto do SFH representam um divisor de águas no mercado imobiliário brasileiro.
O crédito volta a fluir para faixas que estavam desassistidas, o mercado ganha liquidez e a concorrência entre bancos tende a melhorar as condições para o consumidor.
Para quem compra, é um momento de oportunidade.
Para quem atua no mercado, é um momento de especialização, estratégia e uso inteligente da tecnologia.

Empresario e Corretor de imóveis a 25 anos, correspondente bancário a 19 anos
Especialista em Bancos Privados
Profissional certificado
Especialista em análise de crédito