Vivemos no que muitos analistas chamam de “O Século da Solidão”. A escritora e economista Noreena Hertz, em seu estudo, acende um sinal de alerta crucial: “As sociedades foram ficando progressivamente mais solitárias. E neste século, as pessoas estão mais solitárias do que nunca.” Segundo a autora, a solidão não é apenas a ausência física de pessoas, mas sim “o sentimento de não ser visto, ouvido, de estar desconectado.” Em um mundo hiperconectado digitalmente, paradoxalmente, as conexões reais se fragilizam.
Apesar da crescente individualização das moradias, a estrutura do condomínio – um agrupamento de pessoas no mesmo espaço físico – oferece a infraestrutura ideal para reverter esse cenário. O desafio é transformar o mero co-habitar em uma verdadeira comunidade, onde a vida em condomínio se torne um fator que proporciona ambiência sem solidão, fundamentada na boa comunicação, respeito e solidariedade.
Para combater a epidemia silenciosa da desconexão, o condomínio precisa ir além da gestão de segurança e finanças; ele deve se concentrar na gestão humana. A chave para a transformação reside na construção de uma rede de apoio social robusta, liderada por síndicos e conselho fiscal, mas abraçada por todos os condôminos.
O sucesso de um condomínio como antídoto social se baseia em três pilares essenciais:
Existem cases de sucesso que comprovam esse modelo. Condomínios que estabelecem grupos de mensagens focados em “Mão Amiga” (para troca de favores ou empréstimo de itens), organizam feiras de artesanato dos moradores ou promovem eventos temáticos de convivência (como cafés comunitários ou aulas em grupo nas áreas de lazer) transformam o sentimento de vizinhança isolada em comunidade vibrante. Essas iniciativas quebram o gelo da formalidade e criam laços de confiança e suporte.
O Século da Solidão não é uma sentença definitiva. A estrutura da vida em condomínio oferece uma oportunidade singular de resgate da vida comunitária na era moderna. Ao priorizar ativamente a comunicação, o respeito e a solidariedade, todos os envolvidos (condôminos, síndico, conselho fiscal e funcionários) podem construir mais do que edifícios bem administrados; eles constroem comunidades resilientes.
A cura para a solidão reside na capacidade de transformar muros em laços. Viver em condomínio, quando pautado por esses valores humanos, é um fator determinante para proporcionar uma ambiência rica e sem solidão. A segurança e a individualidade podem, e devem, coexistir com a teia de conexões humanas. O futuro da convivência é, intrinsecamente, um futuro compartilhado.

Advogada, inscrita na OAB/CE sob o número 10.570, com experiência em Direito Previdenciário, com ampla atuação e conquistas no âmbito de aposentadorias especiais e benefícios de segurados especiais, e atuação no terceiro setor. Ampla atuação também no Direito Imobiliário, assessorando imobiliárias e corretores, na esfera administrativa e judicial.
Graduação em Direito pela Universidade de Fortaleza – UNIFOR, ano de 1995.
Pós-graduação em Direito Eleitoral e Processo Eleitoral pela Universidade de Fortaleza – UNIFOR, ano de 2022.
Pós Graduanda em Direito Imobiliário pela UNIFAMETRO – Centro Universitario Fametro, 2024 e 2025.
Curso de Tecnico em Transações Imobiliárias – TTI – 2024 – 1 – EBET.
Ampla habilidade para lidar com pessoas.
Lista de habilidades técnicas e interpessoais relevantes para a vaga
Elaborei e apresentei peças processuais em diversas instâncias.
Conduzi negociações e medições extrajudiciais.
Obtive sucesso em diversos processos, resultando em indenizações para clientes.
Habilidades e Competências: Redação de peças processuais,. conhecimento em legislação civil, negociação e mediação, sustentação oral, Inglês avançado