A decisão do arquiteto é financeira: materiais de baixa manutenção que blinda o patrimônio no Litoral Catarinense

No mercado imobiliário de alta performance, especialmente no disputado Litoral Catarinense, a rentabilidade de um ativo não se define apenas pelo seu valor de venda ou aluguel. A verdadeira medida de sucesso para o investidor é o seu Retorno sobre o Investimento (ROI) de longo prazo.

Nesse cálculo, um fator arquitetônico muitas vezes negligenciado se torna decisivo: o Custo Total de Propriedade (TCO), ou, em termos práticos, o custo de manutenção ao longo dos anos.

Para o investidor, um imóvel no litoral é uma máquina de gerar receita. Mas o ambiente agressivo (maresia, sol intenso, umidade) corrói essa máquina rapidamente. É aqui que o arquiteto se transforma em um consultor financeiro, garantindo que a escolha de cada material seja uma decisão de blindagem patrimonial.

 

O Inimigo Invisível: A Agressão da Salinidade

A brisa do mar, tão desejada, carrega partículas de sal que atacam implacavelmente as estruturas, os acabamentos e as instalações. Um material inadequado no litoral pode exigir substituição ou reparos caríssimos em apenas três ou cinco anos, transformando o lucro em despesa condominial ou individual.

O mercado de 2026 exige que a Arquitetura atue de forma Antimar, projetando a durabilidade na especificação:

1) Fachadas: O Escudo de Longo Prazo

A fachada é a primeira e mais cara linha de defesa. No litoral, a pintura comum e o reboco tradicional sofrem rachaduras e desbotamento acelerado.

  • A Escolha Financeira: Adoção de fachadas ventiladas (com revestimento em porcelanato, pastilhas ou alumínio composto) ou a utilização de tintas e texturas de alto desempenho à base de silicato ou hidro-repelentes, que garantem longevidade superior e resistência UV. O investimento inicial é maior, mas elimina a necessidade de repinturas complexas e caras a cada cinco anos.

2) Esquadrias: Vedação é Rentabilidade

Esquadrias de alumínio de baixa qualidade no litoral são um desastre financeiro anunciado: corrosão rápida, vedação comprometida (permitindo a entrada de umidade) e ruído.

  • A Escolha Financeira: Especificar alumínio com tratamento náutico ou PVC de alta qualidade (mais resistente à corrosão). Mais importante: o projeto deve detalhar sistemas de drenagem e vedação que garantam que a maresia não entre na estrutura interna, protegendo as paredes e reduzindo o gasto energético com climatização.

3) Áreas Comuns e Piscinas: Otimização da Gestão

As áreas comuns são o cartão de visitas do empreendimento, mas também o maior foco de custo operacional do condomínio.

  • A Escolha Financeira: Utilização de porcelanato técnico e antiderrapante de alta resistência para pisos externos, que não mancham e são fáceis de limpar. Em piscinas, o uso de sistemas de aquecimento mais eficientes e revestimentos resistentes à química e ao sol reduzem a manutenção e estendem a vida útil da estrutura.

 

A Conta na Ponta do Lápis: TCO vs. ROI

O arquiteto que pensa como investidor justifica a escolha de materiais mais caros no projeto com uma simples projeção:

  • Custo de Reparo: Materiais baratos exigem reparos frequentes e caros.
  • Custo de Gestão: Materiais duráveis reduzem as taxas de condomínio por diminuir a frequência de manutenção.
  • Valor de Revenda: Um imóvel com materiais de qualidade percebida e sem sinais prematuros de degradação vende mais rápido e por um preço maior.

Em um mercado sensível à flutuação de preços, a diferença que o seu projeto faz está na economia gerada ao longo do tempo. A especificação arquitetônica de um material de R$ 100/m² que dura 15 anos é infinitamente mais rentável do que um material de R$ 40/m² que precisa ser trocado a cada 5 anos.

Aos investidores do Litoral Catarinense, a dica é clara: o seu arquiteto não está apenas desenhando espaços; ele está definindo a saúde financeira do seu patrimônio para 2026 e as décadas seguintes. A melhor estratégia contra a depreciação começa no projeto.

 

CONHEÇA MAIS SOBRE A AUTORA DESTE DE POST:

Bruna Copetti

Arquiteta e Urbanista, pós-graduada e Especialista em Estudos de Viabilidades para Reformas e Empreendimentos Imobiliários.

Sócia no escritório de arquitetura Kaus_Copetti, uma empresa especializada em serviços de arquitetura, com foco na aprovação de projetos, regularização de imóveis, house flipping e estudo de viabilidade para empreendimentos.

@arq.brunacopetti | @kaus_copetti

contato@kausecopetti.com.br

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