O mercado imobiliário catarinense vive um momento de expansão e dinamismo que cria oportunidades concretas para quem entende a relação entre projeto arquitetônico comercial e desempenho financeiro dos espaços. Com dados recentes mostrando que SC lidera lançamentos na Região Sul e que o varejo local tem apresentado crescimento acima da média nacional, integrar arquitetura comercial e estratégia de negócio deixou de ser diferencial — tornou-se essencial para resultados superiores.
Santa Catarina foi responsável por 65 % dos imóveis lançados na Região Sul entre março de 2024 e março de 2025, totalizando R$ 55,5 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) — mais do que Paraná e Rio Grande do Sul juntos.
Além disso, um levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção mostra que os lançamentos e as vendas de imóveis em municípios catarinenses cresceram expressivamente nos últimos anos, com altas de até 94 % nos lançamentos e 72 % nas vendas em alguns casos.
Esse ambiente aquecido alimenta tanto a demanda por novos pontos comerciais quanto o interesse por reformas e adequações de espaços existentes — cenário perfeito para aplicar arquitetura comercial estratégica que aumenta o valor percebido, o fluxo de clientes e o ticket médio.
Num contexto em que salas comerciais, lojas e serviços disputam a atenção do consumidor, um layout bem planejado faz diferença competitiva. Distribuir produtos e serviços de forma que o cliente percorra mais áreas, encontre itens auxiliares e sinta facilidade de navegação tem impacto direto no consumo por visita.
Como isso se traduz em SC:
Em centros urbanos como Florianópolis, Joinville, Itajaí e Blumenau, onde o varejo e serviços crescem junto ao mercado imobiliário, um layout otimizado não só melhora a experiência, mas pode elevar o ticket médio ao tornar o espaço mais atrativo e funcional para públicos diversificados.
Experiências memoráveis influenciam a permanência e o engajamento do cliente no ponto de venda — um princípio que vale tanto para lojas de rua quanto para shoppings ou espaços de serviços. Aumentar a permanência gera mais oportunidades de compra e melhora a percepção de valor agregado aos produtos e serviços oferecidos.
A chave aqui é trabalhar luzes, materiais, conforto térmico, sonorização e circulação para transformar simples visitas em experiências imersivas. Em cidades catarinenses com forte fluxo turístico e local, isso se traduz em mais tempo no ponto e maior gasto por cliente.
No ambiente varejista de SC, onde as lojas de bairro e microempresas têm forte presença — como no segmento de materiais de construção (com crescimento de vendas de 7,6 % em 2025, superando a média nacional) — a forma como os produtos são expostos é crítica. Conecta SC
Visual merchandising eficiente organiza produtos por atratividade, facilidade de acesso e complementaridade, incentivando compras adicionais e aumentando o ticket médio. Isso inclui:
Arquitetura comercial tem o poder de comunicar valores da marca sem palavras. Em um mercado competitivo como o catarinense — com consumidores cada vez mais exigentes e inundados de opções digitais — espaços que transmitem identidade e propósito geram conexão emocional profunda, o que frequentemente se traduz em maior confiança do cliente e disposição a gastar mais.
Projetos que incorporam elementos culturais regionais, referências sensoriais alinhadas ao público local ou narrativas visuais coesas resultam em ambientes que vendem mais por visita.
A arquitetura comercial que incorpora tecnologia e integra a experiência física com canais digitais cria oportunidades adicionais de venda. Isso pode incluir:
Em SC, onde o varejo de bairro e as micro e pequenas empresas estão crescendo junto a um mercado imobiliário movimentado, essa integração pode expandir o alcance da marca e aumentar o ticket médio por transação, conectando públicos que transitam entre o físico e o digital.
Com Santa Catarina liderando lançamentos, vendas e perspectivas de mercado no Sul do país, a arquitetura comercial deixa de ser apenas uma etapa estética do projeto e torna-se um driver de performance econômica. Ambientes bem concebidos atraem clientes, prolongam visitas, melhoram fluxo de compra e elevam o ticket médio — fundamentais em um mercado competitivo, dinâmico e orientado tanto pelo varejo tradicional quanto pela demanda por experiências.

Arquiteta e Urbanista
Formada e atuante na área há mais de 10 anos.
Especialista em projetos arquitetônicos e regularização de imóveis.
Sócia no escritório de arquitetura Kaus_Copetti, uma empresa especializada em serviços de arquitetura, com foco na aprovação de projetos, regularização de imóveis, house flipping e estudo de viabilidade para empreendimentos.
@rosanakaus | @kaus_copetti
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Fontes / Referências Consultadas (Dados Reais)