Em 2026, a arquitetura brasileira atravessa uma fronteira definitiva: deixamos de projetar apenas para o conforto e passamos a projetar para a sobrevivência do edifício. Como arquitetos, nossa missão mudou. O valor de um imóvel hoje é medido pela sua “blindagem passiva” contra as variáveis ambientais que o mercado imobiliário tradicional costumava ignorar.
A fachada deixou de ser a “pele estética” para se tornar um sistema complexo de gestão energética. No cenário atual, onde as ilhas de calor urbanas elevam as temperaturas em até 8°C acima das áreas rurais, o uso de fachadas ventiladas e brise dinâmicos tornou-se o maior ativo de um projeto.
Do ponto de vista técnico, a arquitetura resiliente prioriza:
O paisagismo em 2026 não é mais “decoração de canteiro”. Na arquitetura de resiliência, o solo é uma ferramenta de engenharia.
A arquitetura de valor agora prevê a “morte da rede pública”. Isso significa projetar edifícios que funcionam em modo off-grid quando necessário.
A boa arquitetura de 2026 é aquela que não precisa pedir desculpas ao clima. Para o avaliador imobiliário, um projeto que resolve essas questões na prancheta — e não com “puxadinhos” tecnológicos posteriores — possui um valor intrínseco superior.
Projetar com resiliência é, acima de tudo, um ato de respeito ao investimento do cliente e ao futuro das nossas cidades. O luxo, hoje, é o conforto garantido, venha o que vier lá fora.

Arquiteta e Urbanista, pós-graduada e Especialista em Estudos de Viabilidades para Reformas e Empreendimentos Imobiliários.
Sócia no escritório de arquitetura Kaus_Copetti, uma empresa especializada em serviços de arquitetura, com foco na aprovação de projetos, regularização de imóveis, house flipping e estudo de viabilidade para empreendimentos.
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