Muita gente fala em alta performance como se fosse só técnica, método e disciplina. Mas quase sempre ignora o ponto de partida real: autoconhecimento.
E é exatamente aí que o perfil comportamental entra como uma ferramenta poderosa — não para te colocar numa “caixinha”, e sim para te entregar um espelho com mais nitidez. Um bom assessment não define “quem você é”; ele revela como você tende a funcionar, principalmente quando o ambiente aperta.
Porque, no fim do dia, nossos resultados não vêm só do que sabemos. Eles vêm — principalmente — de como nos comportamosquando:
E nesses momentos acontece um fenômeno importante: a gente não “decide” tanto… a gente repete padrões.
Em meu livro Hábitos Atômicos da Alta Performance explico no detalhe: performance não é um evento pontual, é a soma de pequenas escolhas repetidas, até virarem identidade e padrão. Sob estresse, você não sobe para o nível da sua motivação; você cai para o nível do seu sistema (rotinas, gatilhos, ambiente e hábitos). E o perfil comportamental ajuda justamente a enxergar qual sistema você está rodando, sem perceber.
Quando você entende seu perfil, começa a enxergar com mais clareza:
Esse último ponto é decisivo. Muita gente acha que autoconhecimento é caçar defeitos. Na prática, a virada está em perceber que o seu “superpoder” tem um lado sombra:
Ou seja: não é que você “vira outra pessoa” quando o cenário complica. Você só entra no modo mais automático do seu próprio padrão — e paga o preço disso na liderança, na negociação e na consistência.
E esse é o ganho real do perfil comportamental: você deixa de agir no automático.
No meu outro livro, Mentalidade Vencedora, o ponto central não é “forçar positividade”. É construir consciência emocional + responsabilidade + direção. Consciência para reconhecer o padrão no momento em que ele começa. Responsabilidade para não terceirizar a reação (“eu sou assim mesmo”). Direção para escolher uma resposta mais estratégica, mesmo quando a emoção pede o caminho mais fácil.
Autoconhecimento, então, não é sobre “mudar quem você é”. É sobre entender como você funciona para escolher melhor:
Porque progresso, no fim, é isso: consciência + intenção + prática.
Consciência para enxergar o padrão. Intenção para definir quem você quer ser naquele contexto. Prática para transformar isso em hábito — pequeno, repetível, sustentável. Um “hábito atômico” por vez, alinhado com a mentalidade certa.
Se você nunca fez uma avaliação de perfil comportamental, talvez essa seja uma das conversas mais importantes que você pode ter… com você mesmo.

Diretor de Incorporação, Comercial e Marketing da MS Empreendimentos. Corretor, especialista com mais de 15 Bilhões de VGV e mais 150 lançamentos. Autor, Professor e Palestrante.