Com o mercado imobiliário brasileiro em constante transformação, um dos fenômenos mais interessantes dos últimos anos é a descentralização dos investimentos e o surgimento de cidades emergentes que ganham destaque em lançamentos, valorização imobiliária e volume de transações muitas vezes superando expectativas tradicionais dos grandes polos urbanos.
A partir de dados e relatórios recentes, é possível mapear quais regiões estão crescendo de forma expressiva e por quais motivos elas vêm chamando a atenção de investidores, incorporadoras e corretores imobiliários.
De acordo com o Painel Imobiliário das Capitais elaborado pela ABRAINC, os lançamentos de imóveis em diversas capitais brasileiras no primeiro semestre de 2024 apresentaram variações bastante expressivas, indicando tendência de crescimento em várias regiões:
Esses números deixam claro que, embora grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro continuem dominando o mercado em valor absoluto, outras regiões estão se consolidando rapidamente como polos emergentes de lançamentos e transações imobiliárias.
Um estudo recente publicado pelo portal Imobi Report destaca o desempenho das chamadas “cidades médias litorâneas” mercados que vêm ganhando protagonismo no mapa imobiliário:
Porto Belo (SC)
Localizada no litoral de Santa Catarina, Porto Belo vem registrando um crescimento imobiliário expressivo:
O desempenho de Porto Belo é considerado fora do padrão para uma cidade que tem pouco mais de 30 mil habitantes, impulsionado por procura de segunda residência, qualidade de vida e forte presença do mercado de alto padrão.
Itajaí (SC)
Outro exemplo no litoral catarinense é Itajaí, que também se destaca:
Esse tipo de dinamismo sugere que mercados próximos a polos turísticos consolidados como Balneário Camboriú e Florianópolis podem se beneficiar de efeitos de transbordamento de demanda, especialmente em segmentos de médio e alto padrão.
1) Busca por Qualidade de Vida e Turismo
Cidades litorâneas ou próximas a grandes polos urbanos oferecem qualidade de vida, menor custo relativo em relação às grandes metrópoles e forte atratividade para compradores de segunda residência ou investidores imobiliários.
2) Diversificação da Demanda no Brasil
Mercados fora das capitais tradicionais estão se beneficiando de movimentos como migração interna, crescimento da classe média regional e expansão de infraestrutura urbana fatores que ampliam a demanda por moradia e moradia com serviços urbanos completos.
3) Políticas Públicas e Investimentos
O cenário regulatório e programas federais voltados à expansão habitacional incentivam, inclusive, novos lançamentos em cidades médias, conectando-as a corredores econômicos relevantes.
Os dados mostram que o mercado imobiliário brasileiro está deixando de ser simplesmente uma disputa entre grandes metrópoles. As tendências de 2025 e 2026 indicam que cidades emergentes incluindo capitais do Nordeste, polos litorâneos e cidades médias no interior vêm consolidando crescimento acelerado em lançamentos e transações imobiliárias.
Para incorporadores, investidores e corretores, entender esse mapa de oportunidades é essencial. Não se trata apenas de olhar para os grandes centros, mas de identificar onde há dinamismo econômico, atração demográfica e sinais claros de valorização imobiliária.
Esse novo panorama não só amplia as possibilidades de investimento como também reconfigura a narrativa de “centro versus interior”, mostrando que a expansão imobiliária no Brasil está se espalhando por múltiplos e diversos polos de crescimento.

Administrador de Empresas com MBA em Gestão de Negócios e Pessoas. Cientista do Marketing certificado pela V4 Company.
Profissional com 20 anos de experiência nas áreas de marketing e vendas, com atuação nos segmentos de bebidas, automotivo, marketing digital e mercado imobiliário. Ao longo da carreira, desenvolveu e implementou estratégias comerciais, posicionamento de marca e projetos de crescimento voltados para performance e gestão de equipes multidisciplinares.