Como a queda da SELIC (para cerca de 12,5%) pode transformar o mercado imobiliário em 2026

A expectativa de redução da taxa Selic para algo em torno de 12% a 12,5% ao ano em 2026 movimenta conversas em todas as esferas do mercado, especialmente no setor imobiliário, segundo a reportagem da Forbes Brasil.

Especialistas apontam que essa possível queda cria um novo cenário econômico, com crédito mais acessível e mais dinamismo nas transações imobiliárias

 

O que está previsto para a Selic em 2026

Ainda segundo a Forbes atualmente, a Selic está em torno de 14% a 15% ao ano, o nível mais elevado em quase duas décadas. No entanto, o mercado financeiro tem reduzido suas projeções para 2026, com consenso apontando para uma queda gradual até cerca de 12,25% ao ano no final do ano.

Essa trajetória reflete o entendimento de economistas de que a inflação está sob controle suficiente para permitir algum afrouxamento da política monetária, ainda que com cautela diante de riscos como o ambiente político e o cenário fiscal, pondera a reportagem da Infomoney.

 

Impactos diretos no mercado imobiliário

1) Crédito imobiliário mais barato e acessível

A redução da Selic tende a ser refletida nos juros cobrados pelos financiamentos imobiliários. Com juros menores:

  • As parcelas mensais ficam mais leves, ampliando o universo de potenciais compradores.
  • O custo total do financiamento tende a diminuir ao longo do tempo.
  • Compradores que vinham postergando decisões podem voltar ao mercado.

Essa combinação não só estimula a compra da casa própria, como também revigora a demanda por imóveis como investimento.

2) Estímulo a lançamentos e produção imobiliária

Juros menores reduzem o custo do capital para construtoras e incorporadoras. Isso pode:

  • Aumentar a confiança para novos lançamentos residenciais.
  • Tornar alguns projetos antes inviáveis mais atrativos do ponto de vista financeiro.

Segundo especialistas, essa nova dinâmica de juros em queda aliada à maior oferta de crédito pode marcar o início de um ciclo consistente de expansão no setor.

3) Renovado apetite de investidores

Investidores institucionais e de varejo tendem a olhar com mais atenção para ativos imobiliários quando o custo do dinheiro cai. Além dos imóveis físicos, isso inclui:

  • Fundos de investimento imobiliário (FIIs)
  • CRI e outros títulos lastreados em crédito imobiliário

O ambiente de juros menores pode fortalecer estes instrumentos, incentivando a alocação de mais capital no setor.

4) Cautela e nuances que o mercado precisa observar

Apesar das projeções otimistas, é importante considerar que:

  • Juros só caem se a inflação continuar sob controle.
  • A economia ainda enfrenta incertezas — incluindo um ano eleitoral em 2026.
  • A propagação da queda da Selic para as taxas de crédito nem sempre é imediata ou proporcional.

Ou seja: o efeito completo da queda da taxa sobre o crédito imobiliário e sobre o mercado pode levar alguns meses para se consolidar.

 

O que isso significa para as imobiliárias

Essa possível mudança no ciclo de juros é mais do que uma questão macroeconômica é uma oportunidade real de mercado. Veja como as imobiliárias podem se posicionar:

  • Aproveitar a janela de oportunidade
  • Revisar e otimizar processos de financiamento para facilitar a experiência do cliente.
  • Treinar consultores para qualificar leads de financiamento com mais precisão.
  • Estar pronto para um aumento de demanda, especialmente em segmentos de média renda.

 

Educação do cliente

Com crédito mais acessível, muitos compradores precisarão de orientação sobre o melhor momento e estrutura de financiamento e isso pode ser um diferencial de mercado.

 

Estratégias de marketing mais refinadas

Conteúdos que expliquem o impacto dos juros no custo do imóvel, comparativos de parcelas e simulações podem converter mais leads em oportunidades reais.

A perspectiva de queda da Selic para cerca de 12 a 12,5% em 2026 cria um ambiente macroeconômico mais favorável ao mercado imobiliário brasileiro. Isso tende a:

  • Reduzir o custo dos financiamentos
  • Estimular decisões de compra antes postergadas
  • Aumentar o apetite por investimentos imobiliários
  • Tornar o crédito mais acessível para um maior número de famílias

Mas, como todo ciclo econômico, exige planejamento e preparo operacional por parte das imobiliárias para capturar esse movimento com eficiência e resultados reais.

 

CONHEÇA MAIS SOBRE O AUTOR DESTE POST

Edgard Lagrotta

Administrador de Empresas com MBA em Gestão de Negócios e Pessoas. Cientista do Marketing certificado pela V4 Company.

Profissional com 20 anos de experiência nas áreas de marketing e vendas, com atuação nos segmentos de bebidas, automotivo, marketing digital e mercado imobiliário. Ao longo da carreira, desenvolveu e implementou estratégias comerciais, posicionamento de marca e projetos de crescimento voltados para performance e gestão de equipes multidisciplinares.

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