Durante a conversa, foram destacados os efeitos da reforma, que começam já no primeiro dia de 2026, especialmente no segmento de locação de imóveis. No entanto, foi ressaltado que haverá uma longa fase de transição, com a aplicação plena do novo sistema prevista apenas para 2033.
Segundo o presidente do Cofeci-Creci, João Teodoro, o setor imobiliário obteve avanços importantes no Congresso Nacional. As operações de locação terão uma redução de 70% da carga tributária, resultando em uma alíquota de 8,4%, em vez dos 28% inicialmente propostos. Já nas operações de compra e venda, a redução foi de 50%, com a adoção de um IVA de 14%.
Embora o mercado imobiliário sofra forte incidência de tributos, a reforma tem como princípios a simplicidade e a neutralidade tributária. Não haverá aumento da carga tributária total no país, que deve permanecer em torno de 34%, apesar das mudanças na forma de arrecadação e distribuição dos impostos.
Já para João Eduardo Corrêa, presidente do CRECI-RJ, apesar do impacto no mercado imobiliário do Rio de Janeiro, as expectativas são positivas, tanto para a sociedade quanto para os corretores de imóveis. Ele alertou, no entanto, que os profissionais devem estar atentos, pois, durante o período de transição, as regras podem sofrer alterações frequentes.
Ao abordar o papel das redes sociais nas negociações imobiliárias, Corrêa destacou a importância de verificar a veracidade das informações divulgadas. Ele explicou que o número de visitas presenciais aos imóveis diminuiu significativamente e que, hoje, há casos de compras sem visita física ao local. Ainda assim, o corretor deve sempre oferecer a opção de visitas presenciais ou virtuais, inclusive por meio de transmissões ao vivo, garantindo segurança para ambas as partes e registrando essa condição em contrato.
O presidente do CRECI-RJ também reforçou a necessidade de confirmar se o profissional está devidamente habilitado, recomendando a consulta ao nome do corretor na internet e, principalmente, no site oficial do Creci. Segundo ele, a aparência de um imóvel pode ser ajustada, mas problemas de documentação ou promessas que não correspondem à realidade não podem ser corrigidos, o que torna essencial a atuação do corretor na garantia da segurança jurídica das transações. Nesse sentido, destacou que o sistema Cofeci-Creci oferece conteúdos, orientações e suporte para a qualificação contínua dos profissionais do setor.
A entrevista completa pode ser assistida pelo link: www.youtube.com/watch?v=v69_nOuE2Pw